Criciúma, no sul de Santa Catarina, é conhecida como a capital brasileira da cerâmica, uma cidade de porte médio que cresceu em torno das minas de carvão e das indústrias, e que hoje mistura um centro movimentado com bairros operários mais simples. A renda domiciliar média no município fica em torno de dois mil e quinhentos reais, segundo dados recentes do IBGE, o que mostra uma cidade de classe trabalhadora, nem rica nem miserável, mas com desigualdades visíveis nas ruas. Um levantamento da Prefeitura e de entidades sociais em 2023 contabilizou cerca de 120 pessoas em situação de rua na cidade, número que tende a variar com o frio do inverno catarinense, quando os abrigos ficam mais cheios. Quem precisa de ajuda pode procurar o CREAS e o CRAS do município, que fazem parte da rede de assistência social e costumam encaminhar para pernoite e alimentação, além da Pastoral do Povo da Rua, ligada à Igreja Católica, que há anos oferece acolhida e escuta a quem vive nas ruas da cidade. A Casa de Passagem também é uma referência para quem precisa de um teto por algumas noites enquanto tenta se reorganizar. O inverno aqui pode ser úmido e cortante, então procure essas portas antes que a noite caia — você não está sozinho nessa cidade, e sempre há alguém disposto a abrir espaço para você.
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