Santarém fica no oeste do Pará, no encontro das águas do rio Tapajós com o Amazonas, e é conhecida como um polo comercial e portuário que vive do turismo, da pesca e do comércio fluvial — uma cidade de gente acostumada a ajudar quem chega de barco ou de estrada. Segundo dados do IBGE de 2022, a renda domiciliar média por aqui gira em torno de R$ 1.700 a R$ 2.000 por mês, valor baixo diante do custo de vida na região amazônica. Não há um censo exclusivo e recente da população em situação de rua feito em Santarém, mas em Belém, a capital do estado, o levantamento de 2023 contou mais de 2.400 pessoas nessa condição — um número que dá uma ideia da realidade também sentida nas cidades do interior paraense. Aqui, quem precisa de apoio pode procurar a Cáritas Diocesana de Santarém, que oferece acolhida e orientação, o CRAS do município, que encaminha para assistência social e documentação, e a SEMTRAS, a secretaria responsável pelos serviços de proteção social na cidade. São portas que costumam estar abertas, mesmo quando tudo mais parece fechado. Se você está lendo isso em uma noite difícil, saiba que sua história não termina na rua — descanse o que puder, beba água, e procure ajuda sem vergonha, porque pedir socorro é um ato de coragem, não de fraqueza.
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